quarta-feira, 19 de setembro de 2007

MEDITAÇÃO E COMPAIXÃO




“Meditação é a fonte, compaixão é o transbordamento daquela fonte. O homem não meditativo não tem energia para o amor, para a compaixão, para a celebração. Uma pessoa não meditativa está desconectada de sua própria fonte de energia; ela não está em contato com o oceano. Ela tem um pouquinho de energia que é criada pelo alimento, pelo ar, pela matéria – ela vive na energia física. A energia física tem limitações. Ela nasce num certo momento do tempo e morre em outro momento. Ela existe entre o nascimento e a morte. É como o lampião que queima por causa do óleo que está nele – uma vez que o óleo se esgota, a chama se vai. A pessoa meditativa vem a conhecer algo do infinito, torna-se conectada com a fonte inesgotável de energia. A sua chama continua e continua, ela não conhece fim. Ela não pode desaparecer porque antes de tudo ela não apareceu. Ela não pode morrer porque ela é não-nascida. Como se conectar com essa fonte inesgotável de vida, abundância e riqueza? Você pode chamar essa fonte inesgotável de Deus ou pode chamá-la de verdade ou de alguma coisa que você queira chamar. Mas uma coisa é absolutamente certa, que o homem é uma onda de algo infinito. Se a onda olhar para dentro ela descobrirá o infinito. Se ela continuar olhando para fora, ela permanecerá desconectada de seu próprio reino e de sua própria natureza. Jesus chama essa natureza de reino de Deus. Ele diz repetidas vezes, ‘O reino de Deus está dentro de você. Vá para dentro.’ A meditação nada mais é que uma ponte para ir para dentro. Uma vez que a meditação aconteceu, a única coisa que permanece para ainda acontecer é a compaixão. Buda, o mestre original da linhagem de Atisha, disse que, a não ser que a compaixão aconteça, não se contente com a meditação. Você foi apenas até a metade do caminho, você tem que ir um pouco mais. A meditação, se ela é verdadeira, certamente ela se transborda na compaixão. Assim como, quando se acende uma lâmpada, ela imediatamente começa a irradiar luz, imediatamente começa a dispersar a escuridão, uma vez que a luz interna é acesa, a compaixão é a sua irradiação. A compaixão é a prova de que a meditação aconteceu. O amor é a fragrância que prova que o lótus de mil pétalas no centro mais interno do seu ser desabrochou, que a primavera chegou – que você não é mais a mesma pessoa que costumava ser, que aquela personalidade acabou e a individualidade nasceu, que você não está vivendo mais na escuridão, que você é luz. Estes sutras são instruções práticas, lembre-se disso. Atisha não é um filósofo, nenhum sábio o é. Ele não é um pensador, pensar é para os tolos e medíocres. O sábio não pensa, ele sabe. Pensar é um esforço para saber, são conjecturas, tateando no escuro, atirando setas no escuro. (...) Você não tem que se agarrar a essas instruções. Simplesmente compreenda-as, absorva-as e não seja um fanático. Não diga, ‘Isto tem que ser como aquilo. Se não for como aquilo então eu não estou seguindo, algo está errado.’ Será alguma coisa como aquilo, mas de uma maneira muito vaga. Terá uma fragrância semelhante, mas não será exatamente a mesma; semelhante, sim, mas não a mesma. É preciso estar consciente disso. Se não estiver consciente, pode-se tornar um fanático – e fanático nunca chega, o seu próprio fanatismo o impede. Estas são pequenas dicas. Elas não são matemáticas, não são como dois mais dois são quatro. No mundo dos mistérios, algumas vezes dois mais dois são três, algumas vezes são cinco. É muito raro que dois mais dois sejam quatro, é a exceção, não a regra. Isto não é matemática, é música. Não é lógica, é poesia. (...) Deixe-me lembrá-lo: no sutra anterior, Atisha estava dizendo para deixar que isso se torne a sua meditação, que quando você inspira, traga junto com sua inspiração todos os sofrimentos de todos os seres no mundo para que alcancem o seu coração. Absorva todos esses sofrimentos, dores e misérias em seu coração e veja um milagre acontecer. Sempre que você absorve a miséria, a dor e o sofrimento de alguém, no momento em que você o absorve, ele é transformado. (...)

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

MEDITAÇÃO DA SEMANA

Gostaria de descobrir outra Meditação do Osho?


Encontrar Silêncio no Centro do Som

Feche seus olhos e sinta todo o universo cheio de som. Sinta como se todo som estivesse se movendo em sua direção e que você é o centro. Esse sentimento de que você é o centro lhe dará uma paz bem profunda. Todo o universo se torna a circunferência e você está no centro e tudo está se movendo na sua direção, caindo sobre você.O centro é sem som, eis porque você pode ouvir os sons; um som não pode ouvir outro som. O centro é silêncio absoluto. Eis porque você pode ouvir sons entrando em você, chegando até você, lhe penetrando, lhe circundando.Se você puder descobrir onde fica o centro, onde fica o campo dentro de você para onde cada som está chegando, subitamente os sons desaparecerão e você entrará para o sem sonoridade. Se você puder sentir um centro onde cada som está sendo ouvido, acontece uma repentina transferência de consciência. Num momento você estará ouvindo o mundo todo repleto de sons e noutro momento sua consciência irá repentinamente voltar-se para dentro e você ouvirá o sem sonoridade, o centro da vida.Não comece a pensar sobre sons; que esse é bom e aquele é ruim, e esse está perturbando e aquele é muito bonito e harmonioso. Simplesmente pense no centro. Basta lembrar-se de que você é o centro e que todos os sons estão vindo em sua direção; todo som, de todo tipo.Sons não são escutados nos ouvidos, o ouvido não pode ouvi-los. Os ouvidos apenas fazem o trabalho de transmissão, e na transmissão eles cortam muito do que é inútil para você. Eles selecionam, eles escolhem e então os sons penetram em você. Agora você os descobre dentro, onde fica seu centro. Os ouvidos não são o centro, você está ouvindo de algum lugar bem profundo. Os ouvidos estão simplesmente lhe enviando os sons selecionados. Onde você está? Onde está seu centro?

A Arte de Ouvir

A arte da meditação é a arte de ouvir com o seu ser total
"Se aprendermos como ouvir corretamente, teremos aprendido o segredo mais profundo da meditação". A função principal dos discursos de Osho é de fornecer um caminho facilmente acessível para aprender essa arte de ouvir. Uma oportunidade de experienciar, "o silêncio nem nenhum esforço," a chave para trazer uma consciência afiada para sua vida diária.

Se você quiser ouvir sossegado em casa, ou enquanto viaja para o trabalho, ou sentado no parque, a meditação nunca foi tão simples, ou tão amplamente disponível para qualquer pessoa, em qualquer lugar.Uma vez escolhido o discurso de Osho, relaxe confortavelmente e, a seu próprio tempo, deixe que seus olhos se fechem.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

QUEM É OSHO?

O autor Osho
Osho é um “autor” num sentido não-usual do termo. Todos os livros publicados em seu nome são transcrições de suas falas ao longo de trinta e cinco anos, com exceção de dois que são coletâneas de cartas por ele escritas. Por todos esses anos, ele proferiu palestras, respondendo a perguntas de discípulos e buscadores, 7.000 das quais estão disponíveis em fitas cassete e 1.700 em vídeos. Os seus livros (mais de 650 títulos) têm sido traduzidos para mais de 45 idiomas

OSHO ADVERTE:

"Lembre-se sempre: seja o que for que eu lhe disser, você pode aceitar de duas maneiras. Você pode aceitar simplesmente baseado em minha autoridade - porque se eu disse assim, então deve ser verdade - aí você vai padecer, você não irá crescer.Qualquer coisa que eu disser, escute, tente entender, implemente em sua vida, veja como funciona, e aí sim chegue às suas próprias conclusões. Elas podem ser as mesmas, e podem não ser. Elas nunca podem ser exatamente as mesmas porque você tem uma personalidade diferente, um ser único.Qualquer coisa que eu estiver dizendo, é próprio a mim. Está profundamente enraizado em mim. Você pode chegar a conclusões semelhantes, mas elas não podem ser exatamente as mesmas. Assim, não faça com que minhas conclusões sejam as suas conclusões. Você deve tentar me entender, você deve tentar aprender, mas você não deve acumular os conhecimentos meus, você não deve acumular as minhas conclusões. Dessa forma, o seu corpo-mente irá crescer.""A minha mensagem não é uma doutrina, não é uma filosofia. A minha mensagem é uma certa alquimia, uma ciência da transformação"
Osho

Só atingimos um estado de relaxamento profundo quando temos consciência do nosso sistema corpo/mente/emoções e da nossa espiritualidade.