segunda-feira, 14 de julho de 2008

O que é ser Terapeuta?

Por Chris Allmeida - www.chrisallmeida.com

O terapeuta é um espelho.

A função básica de todo terapeuta é devolver o cliente para ele mesmo.

A terapia não deve ser uma invasão na alma do cliente, mas um convite para que o mesmo se revele.

Quando o cliente fala de suas questões interiores, ele está num processo de autoconhecimento, está agora enxergando aquilo que se recusava a ver. O bom terapeuta irá oferecer o ambiente adequado para que o cliente se apresente e - consequentemente - se veja tal como ele realmente é. A partir desta visão, este tomará medidas efetivas de autocura.

O terapeuta é um amigo.

O terapeuta acolhe o cliente tal como ele é. Não faz julgamentos e, ainda que perceba que o cliente cometeu graves desvios éticos ou morais, continua ao lado do mesmo, para auxiliá-lo em sua jornada evolutiva. O terapeuta entende que o cliente esta fazendo aquilo que pode com os recursos que ele tem disponível no momento. Assim sendo, seus braços estão sempre abertos e desprovidos de pré-conceitos ou qualquer tipo de condenação.

O terapeuta é um referencial.

O terapeuta não é um teórico. Ele fala das coisas que vive. Ele não apenas conhece, ele SABE. Isto torna o processo terapêutico uma atividade verdadeira e não um faz de contas. É alguém sintonizado consigo mesmo, que fez a opção pela saúde integral e pela plenitude da vida. Basicamente falando, o terapeuta é saudável de corpo, mente e alma. Mais do que argumentos, o terapeuta a própria vida como prova de que o autoconhecimento funciona.

O terapeuta é um ancião.

O terapeuta sabe esperar. Ele sabe o caminho, mas não apressa o passo do cliente. Assim como o agricultor observa o crescimento da semente, sem ficar cavando a terra para ver o que está acontecendo com as raízes, o terapeuta observa e, muitas vezes, se cala. Alguns alcançarão os seus objetivos mais rapidamente que outros. Mas todos irão conseguir resultados com o passar do tempo. Ele domina a ciência da paz, também chamada de paz-ciência.

Atenção: Direitos Autorais protegidos por Creative Commons

O autor autoriza a reprodução deste artigo, desde que citada a fonte original: Chris Allmeida - www.chrisallmeida.com

Todos os direitos reservados - Creative Commons - http://creativecommons.org/licenses/by-nd/2.5/br/

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

AMOR

"LEMBRE-SE DE NÃO ARMAZENAR SEU AMOR, DE NÃO SER CALCULISTA.
NÃO SEJA MESQUINHO, ASSIM VOCÊ PERDERÁ TUDO.
AO CONTRÁRIO, PERMITA QUE SEU AMOR FLORESÇA E O COMPARTILHE, OFEREÇA-O, PERMITA QUE ELE CRESÇA"


Estou aqui para seduzi-lo a um amor pela vida; para ajudá-lo a tornar-se um pouco mais poético; para ajudá-lo a morrer para o mundano e para o ordinário, de modo que o extraordinário exploda em sua vida."Osho"

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

CULTIVANDO A FELICIDADE



OSHO The Path of Meditation O exercício a que Osho se refere está descrito no texto "O Fundamento da Meditação
..
Por Osho
Infelizmente, para a maioria de nós, a felicidade deixa de estar presente muito cedo na vida. Assim que começamos a crescer, nossa alegria natural, aquela que é intrínseca ao nosso ser, desaparece e passamos a moldar nosso comportamento pelas regras da sociedade, pois somente deste modo poderemos ser aceitos.
A infelicidade passa então a ser nossa mais constante companheira. Até que, finalmente, nos tornamos tão íntimos dela, que cultuamos os momentos de tristeza e infelicidade mais do que os de alegria.
Por mais que manifestemos o desejo de ser feliz, não sabemos exatamente por onde começar, visto que a infelicidade, por ser inconsciente, está tão arraigada em nossa mente e nossas emoções, que se torna difícil encontrar uma saída.
Retornar ao estado de inocência com que chegamos ao mundo exige um trabalho consciente e uma busca permanente de nossa parte. Não alcançaremos nosso objetivo se não estivermos firmemente decididos a fazer o que for necessário para que a alegria da infância se torne novamente nossa única natureza.
Para muitas pessoas isto soa como algo absurdo, visto que a maturidade é encarada como uma fase em que temos que ser sérios, sisudos, compenetrados.
Rir é um ótimo antídoto contra a infelicidade e se, a cada dia, formos capazes de encontrar nas situações mais comuns algum motivo para sorrir, a felicidade estará cada vez mais perto.
Se esta for uma prática difícil, ainda temos uma outra opção, a de buscar no fundo de nossa mente todas as lembranças de momentos agradáveis que tivermos experimentado ao longo da vida, por mais simples que tenham sido. Esta é uma prática fácil, que pode ser realizada em vários momentos do dia, ainda que por alguns minutos.
A felicidade costuma esconder-se nas situações mais banais da vida. Entretanto, só iremos encontrá-la se estivermos com toda a nossa atenção focada neste objetivo.
“...Há dois anos alguém o insultou ou você teve um acidente trágico. Caso você tente hoje se lembrar daquele acidente, você ficará surpreso ao notar que na medida em que for se lembrando de todo o acidente, o seu corpo e sua mente lentamente entrarão no mesmo estado que estavam quando verdadeiramente você teve aquela experiência dois anos atrás. Se você foi insultado há dois anos e tentar lembrar-se agora do incidente, como aquele fato o tocou, como você foi insultado, você também ficará surpreso ao ver que seu corpo e sua mente irão experienciar o mesmo estado que vivenciaram, como se você estivesse sendo insultado de novo.
Tudo está sendo colecionado em nossa consciência e não desaparece. O que você experienciou está ali armazenado. Se você trouxer de volta essas memórias, você poderá experienciar as mesmas coisas novamente, e poderá entrar nas mesmas emoções. Nada é apagado da mente humana.

...Muitas pessoas cometem o erro de se lembrar apenas do que é negativo e esquecer tudo o que é positivo. O erro básico que as pessoas cometem é que ao se lembrarem de tudo o que foi sem valor e negativo elas se esquecem de tudo o que tem valor verdadeiro.
Raramente, você se lembra dos momentos em que estava cheio de amor, quando sentia seu corpo totalmente vivo. Raramente você se lembra dos momentos em que sentiu o silêncio, mas sempre se lembra de quando estava com raiva e aborrecido, de quando foi insultado e reagiu com vingança contra alguém. Você sempre se lembrará dos momentos em que se machucou e raramente dos momentos em que se sentiu nutrido. E é muito importante lembrar-se desses momentos que o nutriram.
Lembrar-se deles continuamente ajudá-lo-á de duas maneiras. O mais importante é que, lembrando-se desses momentos, será criada a possibilidade deles acontecerem novamente. Se alguém se lembra constantemente de coisas negativas, é muito provável que ela passe pelo mesmo tipo de experiências novamente. Se alguém constantemente se lembra de coisas tristes, é muito provável que ela fique triste novamente, porque ela desenvolverá uma inclinação para aquelas coisas, e esses incidentes continuarão se repetindo em sua vida. Todos estes sentimentos ficam armazenados dentro de você, e cada vez fica mais fácil dessas emoções se repetirem.
Tente observar em si mesmo qual tipo de emoções você tem a tendência de ficar se lembrando. Nós todos temos memórias. Que tipo de experiências você tende a se lembrar? E fique sabendo que quaisquer memórias que você tenha do passado, elas estão sendo plantadas como sementes para o futuro, e você irá colher a mesma experiência no futuro. As suas memórias do passado pavimentam o seu caminho para o futuro.
Conscientemente, esqueça de tudo que é sem valor. E quando tais coisas vierem à sua lembrança, pare e peça àquelas memórias para irem embora. Elas não têm qualquer utilidade para você. Esqueça todos os espinhos e lembre-se das flores. Devem existir muitos espinhos, mas também existem flores ao redor. Se você lembrar-se das flores, os espinhos de sua vida desaparecerão, e a sua vida ficará preenchida pelas flores. Se você lembrar-se dos espinhos, é possível que as flores de sua vida desapareçam e você ficará apenas com os espinhos.
Depende do indivíduo, que altura ele pretende alcançar. Depende de nós, se queremos viver no céu ou no inferno. Céu e inferno não são lugares geográficos, eles são subjetivos, estados psicológicos. A maioria de vocês está no inferno muitas vezes num mesmo dia, e muitas vezes vocês estão no céu. Mas a maioria está no inferno a maior parte do tempo, e alguns até mesmo se esqueceram o caminho de volta para o céu.
Mas existem pessoas que estão no céu vinte e quatro horas por dia. Pessoas neste mesmo planeta estão vivendo no céu. Você também pode ser uma delas. Nada existe para impedi-lo. Apenas compreenda alguns princípios básicos e científicos. (...)
... Se eu lhe desse alguns diamantes, como você cuidaria deles? Se você encontrasse um tesouro valioso, como cuidaria dele? Como você o guardaria com segurança? Onde você o guardaria? Você iria querer mantê-lo escondido; você iria querer mantê-lo perto do seu coração. (...)
Proteja essas experiências... Elas são as verdadeiras moedas. Elas podem ter-lhe inspirado, podem ter-lhe dado uma energia renovada, elas podem ter transformado alguma coisa dentro de você, algo novo pode ter se desencadeado em você, um anseio pelo sublime pode ter surgido em você. Assim, cuide dessas experiências..."





















quarta-feira, 19 de setembro de 2007

MEDITAÇÃO E COMPAIXÃO




“Meditação é a fonte, compaixão é o transbordamento daquela fonte. O homem não meditativo não tem energia para o amor, para a compaixão, para a celebração. Uma pessoa não meditativa está desconectada de sua própria fonte de energia; ela não está em contato com o oceano. Ela tem um pouquinho de energia que é criada pelo alimento, pelo ar, pela matéria – ela vive na energia física. A energia física tem limitações. Ela nasce num certo momento do tempo e morre em outro momento. Ela existe entre o nascimento e a morte. É como o lampião que queima por causa do óleo que está nele – uma vez que o óleo se esgota, a chama se vai. A pessoa meditativa vem a conhecer algo do infinito, torna-se conectada com a fonte inesgotável de energia. A sua chama continua e continua, ela não conhece fim. Ela não pode desaparecer porque antes de tudo ela não apareceu. Ela não pode morrer porque ela é não-nascida. Como se conectar com essa fonte inesgotável de vida, abundância e riqueza? Você pode chamar essa fonte inesgotável de Deus ou pode chamá-la de verdade ou de alguma coisa que você queira chamar. Mas uma coisa é absolutamente certa, que o homem é uma onda de algo infinito. Se a onda olhar para dentro ela descobrirá o infinito. Se ela continuar olhando para fora, ela permanecerá desconectada de seu próprio reino e de sua própria natureza. Jesus chama essa natureza de reino de Deus. Ele diz repetidas vezes, ‘O reino de Deus está dentro de você. Vá para dentro.’ A meditação nada mais é que uma ponte para ir para dentro. Uma vez que a meditação aconteceu, a única coisa que permanece para ainda acontecer é a compaixão. Buda, o mestre original da linhagem de Atisha, disse que, a não ser que a compaixão aconteça, não se contente com a meditação. Você foi apenas até a metade do caminho, você tem que ir um pouco mais. A meditação, se ela é verdadeira, certamente ela se transborda na compaixão. Assim como, quando se acende uma lâmpada, ela imediatamente começa a irradiar luz, imediatamente começa a dispersar a escuridão, uma vez que a luz interna é acesa, a compaixão é a sua irradiação. A compaixão é a prova de que a meditação aconteceu. O amor é a fragrância que prova que o lótus de mil pétalas no centro mais interno do seu ser desabrochou, que a primavera chegou – que você não é mais a mesma pessoa que costumava ser, que aquela personalidade acabou e a individualidade nasceu, que você não está vivendo mais na escuridão, que você é luz. Estes sutras são instruções práticas, lembre-se disso. Atisha não é um filósofo, nenhum sábio o é. Ele não é um pensador, pensar é para os tolos e medíocres. O sábio não pensa, ele sabe. Pensar é um esforço para saber, são conjecturas, tateando no escuro, atirando setas no escuro. (...) Você não tem que se agarrar a essas instruções. Simplesmente compreenda-as, absorva-as e não seja um fanático. Não diga, ‘Isto tem que ser como aquilo. Se não for como aquilo então eu não estou seguindo, algo está errado.’ Será alguma coisa como aquilo, mas de uma maneira muito vaga. Terá uma fragrância semelhante, mas não será exatamente a mesma; semelhante, sim, mas não a mesma. É preciso estar consciente disso. Se não estiver consciente, pode-se tornar um fanático – e fanático nunca chega, o seu próprio fanatismo o impede. Estas são pequenas dicas. Elas não são matemáticas, não são como dois mais dois são quatro. No mundo dos mistérios, algumas vezes dois mais dois são três, algumas vezes são cinco. É muito raro que dois mais dois sejam quatro, é a exceção, não a regra. Isto não é matemática, é música. Não é lógica, é poesia. (...) Deixe-me lembrá-lo: no sutra anterior, Atisha estava dizendo para deixar que isso se torne a sua meditação, que quando você inspira, traga junto com sua inspiração todos os sofrimentos de todos os seres no mundo para que alcancem o seu coração. Absorva todos esses sofrimentos, dores e misérias em seu coração e veja um milagre acontecer. Sempre que você absorve a miséria, a dor e o sofrimento de alguém, no momento em que você o absorve, ele é transformado. (...)

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

MEDITAÇÃO DA SEMANA

Gostaria de descobrir outra Meditação do Osho?


Encontrar Silêncio no Centro do Som

Feche seus olhos e sinta todo o universo cheio de som. Sinta como se todo som estivesse se movendo em sua direção e que você é o centro. Esse sentimento de que você é o centro lhe dará uma paz bem profunda. Todo o universo se torna a circunferência e você está no centro e tudo está se movendo na sua direção, caindo sobre você.O centro é sem som, eis porque você pode ouvir os sons; um som não pode ouvir outro som. O centro é silêncio absoluto. Eis porque você pode ouvir sons entrando em você, chegando até você, lhe penetrando, lhe circundando.Se você puder descobrir onde fica o centro, onde fica o campo dentro de você para onde cada som está chegando, subitamente os sons desaparecerão e você entrará para o sem sonoridade. Se você puder sentir um centro onde cada som está sendo ouvido, acontece uma repentina transferência de consciência. Num momento você estará ouvindo o mundo todo repleto de sons e noutro momento sua consciência irá repentinamente voltar-se para dentro e você ouvirá o sem sonoridade, o centro da vida.Não comece a pensar sobre sons; que esse é bom e aquele é ruim, e esse está perturbando e aquele é muito bonito e harmonioso. Simplesmente pense no centro. Basta lembrar-se de que você é o centro e que todos os sons estão vindo em sua direção; todo som, de todo tipo.Sons não são escutados nos ouvidos, o ouvido não pode ouvi-los. Os ouvidos apenas fazem o trabalho de transmissão, e na transmissão eles cortam muito do que é inútil para você. Eles selecionam, eles escolhem e então os sons penetram em você. Agora você os descobre dentro, onde fica seu centro. Os ouvidos não são o centro, você está ouvindo de algum lugar bem profundo. Os ouvidos estão simplesmente lhe enviando os sons selecionados. Onde você está? Onde está seu centro?

A Arte de Ouvir

A arte da meditação é a arte de ouvir com o seu ser total
"Se aprendermos como ouvir corretamente, teremos aprendido o segredo mais profundo da meditação". A função principal dos discursos de Osho é de fornecer um caminho facilmente acessível para aprender essa arte de ouvir. Uma oportunidade de experienciar, "o silêncio nem nenhum esforço," a chave para trazer uma consciência afiada para sua vida diária.

Se você quiser ouvir sossegado em casa, ou enquanto viaja para o trabalho, ou sentado no parque, a meditação nunca foi tão simples, ou tão amplamente disponível para qualquer pessoa, em qualquer lugar.Uma vez escolhido o discurso de Osho, relaxe confortavelmente e, a seu próprio tempo, deixe que seus olhos se fechem.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

QUEM É OSHO?

O autor Osho
Osho é um “autor” num sentido não-usual do termo. Todos os livros publicados em seu nome são transcrições de suas falas ao longo de trinta e cinco anos, com exceção de dois que são coletâneas de cartas por ele escritas. Por todos esses anos, ele proferiu palestras, respondendo a perguntas de discípulos e buscadores, 7.000 das quais estão disponíveis em fitas cassete e 1.700 em vídeos. Os seus livros (mais de 650 títulos) têm sido traduzidos para mais de 45 idiomas